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Uma nova educação: A Inovação da Educação através da Transformação Digital

Na história da humanidade, o ser humano viveu três eras no mundo, de acordo com alguns futuristas. A era agrícola, a era da revolução industrial e agora a era da revolução digital. E desde a era industrial, somos criados e educados nos mesmos moldes, mesmo vivendo em uma era totalmente diferente.

Mas, afinal, o que as diferencia? A resposta é quase unânime: estruturação.

A Era Agrícola é basicamente definida pela subsistência, onde o ser humano agia instintivamente para sobreviver, reproduzir e morrer. Já na Era Industrial, vemos um conceito linear, segmentado, unidimensional, previsível (controle de qualidade). Uma completa linha de montagem, onde começamos como estagiários em apertar parafuso e terminamos como CEO de apertar parafuso. Ou seja, passamos a vida inteira sendo 80% linear, segmentado, unidimensional, previsível e 20% intelectual, criativo.

Hoje estamos na Era Digital, que traz a ideia de não linearidade, conectividade, multidisciplinaridade e é exponencialmente Imprevisível. Os jovens de hoje não terão apenas uma profissão na vida e muitas vezes vão exercer diversas profissões e ao mesmo tempo.

De acordo com Saras Sarasvathy, professora da Darden School of Business, é possível trabalhar com 2 pensamentos empreendedores: Linear Rigid Model, no qual o indivíduo do ponto A e anda linearmente até o final, e o Linear Flexible Model, no qual o indivíduo faz planos a partir do movimento, solucionando pequenos pontos para partir aos próximos pontos, pois a mudança agora não demora muito para acontecer, ela é exponencial.

Mas olhando mais profundamente, é possível constatar que não existe um planejamento estático para um mundo dinâmico, onde a tecnologia se tornou uma extensão do ser, afinal “estamos sem bateria” e não “meu celular está sem bateria”.

Com isso, evidenciamos o diagrama de Paul Baran e seus três modelos de rede: Centralizada, Descentralizada e Distribuída (vivo e dinâmico). Levando em consideração as eras que a humanidade viveu, em um pensamento industrial nós colocamos a culpa nos pontos (pessoas) e não nas conexões que estamos gerando. Já em uma era digital e pós digital, seremos gerentes e gerenciados, ampliando o pensamento multidisciplinar.

Nesse cenário imprevisível, sem hierarquia e dinâmico, como saberemos quais as profissões dos próximos 15 anos se elas ainda não foram inventadas? Portanto, o multidisciplinar será o único capaz de gerar inovação!

Não teremos mais carreiras lineares, afinal a geração que está na escola agora não quer isso, não será uma “esteira” para o sucesso. Trabalharemos o não linear gerando intra empreendedores. As empresas não poderão gerenciar “planos de carreira”, terão que gerenciar as mudanças do “estar” de cada colaborador e como construir squads cada vez mais multidisciplinares, a fim de criar uma trans-dicsiplinariedade!

E o cenário do mercado para o futuro? Até 2029, teremos 3 novas revoluções. O próximo passo é o Pós Digital, que funcionará como uma economia totalmente diferente, na qual, enquanto a economia clássica coloca como foco a empresa, e a economia digital, equilibra empresa e ecossistema, a economia pós digital será um ecossistema, veloz, tecnológico, consciente e participativo. Terá como pilar a rede de distribuição, como vimos em Baran.

Devemos desenvolver nos colégios um pensamento mais exponencial e menos linear, para que tenhamos a possibilidade de criar lideres que não focam nas empresas, mas que têm capacidade emocional, empresarial e de inovação, para criarem para o ecossistema.

A economia também terá uma grande mudança de mindset graças à geração que está crescendo agora e ao avanço da tecnologia:

Acumula -> Compartilha
Poder -> Empoderamento
Manter -> Evoluir
Economia Escassez -> Economia Abundância

Douglas Adams diz que existem 3 formas de ver a tecnologia:

  • Algo foi criado antes de você nascer não é percebido como tecnologia.
    Exemplo: Para uma criança de 5 anos, o que foi criado primeiro: A privada ou o Ipad? Nem um, nem outro é tecnologia para ela. Já é obsoleto. Já foi!
  • Algo criado entre os seus 15 à 35 anos é cool e revolucionário.
  • Algo criado depois dos seus 35 anos, é perigoso e deve ser regulado.
    Podemos chamar isso de Histeria tecnológica ou Tiozômetro.

Isso tudo porque somos criados em uma cultura totalmente binária: Bem, Mal, Bom, Ruim, Preto, Branco. Mas, para uma perspectiva mais digital e pensando na próxima era pós digital, temos que compreender que o terceiro excluído é o mar de oportunidades que as Instituições precisam navegar. Exemplo: “Quem gosta de tecnologia, não gosta de yoga. Quem gosta de yoga não gosta de tecnologia.” Aqui morreria o pensamento binário. O terceiro excluído está em achar a tríade dentro dessa estrutura de pensamento: “Quem gosta de tecnologia, pode gostar de yoga.”

A inovação nunca vem de uma ideia, ela vem de uma pergunta que ninguém fez, porque enxergou um cenário que ninguém enxergou. O terceiro excluído é extremamente importante para a construção de um futuro abundante.

Voltando ao início de nosso pensamento, a era industrial não tem tolerância ao erro, mas o erro, para essa nova geração deverá ser um KPI de sucesso. Talvez essa seja uma das maiores mudanças que devemos incentivar dentro da educação hoje, visando o mundo que está sendo construído para esses alunos: Futuros imprevisivelmente exponenciais pedem riscos, e riscos só são corridos quando você não tem medo de errar.

Mas o que é errar? Para Jim Gates, físico extremamente experiente, é chegada a hora de mudar seu KPI, colocando o erro como um sucesso: “A maioria do que a gente esta fazendo está errado, e essa é a natureza da inovação.” Se você não está errando, você não está inovando o suficiente. Por vez, se você sempre acerta, você está sendo conservador. Não adianta querer que nossos filhos, essa nova geração que está dentro das escolas agora, construa futuros brilhantes, se damos as ferramentas, o método e os KPI’s do passado.

“O jeito que você imagina o futuro muda suas ações no tempo presente. Portanto, não é apenas o presente que constrói o futuro. O futuro também constrói o presente.”

E como você está ajudando o seu filho a construir o presente e o futuro dele?

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